quarta-feira, 11 de junho de 2008

ESPÉCIES EM EXTINÇÃO NO CERRADO

Segundo Marcelo Reis, biólogo que atua na área de espécie ameaçadas do Ibama, o Lobo Guará é um dos animais típicos do Cerrado que faz parte da lista de animais em extinção. Ele pode ser encontrado no Jardim Botânico, nas Águas Emendadas e no Parque Nacional, entre outras unidades de conservação. “Seu habitat natural foi tomado pela agricultura e urbanização. Os fazendeiros acreditavam que o Lobo Guará comia o gado, então a caça predatória ajudou a dizimá-lo. Em conseqüência da redução do habitat houve a modificação dos seus hábitos alimentares, tornando-o mais próximo do homem e acelerando a sua extinção”, explica Reis.
Entre as espécies típicas do cerrado que se encontram em perigo ou em extinção devido à destruição do meio ambiente, das queimadas freqüentes e dos caçadores estão também o Tamanduá-Bandeira, Ema, Coruja-buraqueira, Tatu-canastra, Gato palheiro (ou gato dos pampas, como é conhecido popularmente) e Cachorro-do-mato-vinagre.
Uma outra causa que leva as espécies a entrar na lista de extinção é o tráfico. As condições em que os animais são capturados e transportados com o contrabando gera uma alta taxa de mortalidade. O tráfico dos animais não é de responsabilidade somente dos traficantes. Quem compra é conivente com o desrespeito, sofrimento e morte desses animais. Em 1993, o Ibama elaborou leis com o intuito de coordenar a criação de animais silvestres em criadouros.
De acordo com Ludmila Rodrigues, médica veterinária e proprietária de três criadouros, uma das soluções encontradas para diminuir o tráfico de animais é aderir ao modelo de criadouros silvestres. “O ser humano não está dando o devido valor para preservar e conservar o meio ambiente, causando, assim, danos para a sua própria existência", diz Ludmila.

Texto adaptado

www.wikipedia.com

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